Olimpíadas

Com muito samba, Rio dá adeus aos Jogos e boas-vindas a Tóquio 2020



Com elementos diversos da cultura brasileira e japonesa, a cerimônia de encerramento realizada em um lotado e colorido Maracanã deu adeus aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, mas também às boas-vindas a Tóquio, próxima sede do maior evento esportivo do mundo, daqui a quatro anos. Tudo isso sintetizado em uma imagem: a chama da pira olímpica sendo apagada por efeitos de chuva no principal estádio do Brasil.

A festividade começou com um mosaico humano reproduzindo cartões postais do Rio de Janeiro, como os Arcos da Lapa e o Pão de Açúcar com seu tradicional bondinho. Na sequência, Martinho da Vila cantou “Carinhoso”, composição clássica de Pixinguinha, seguido pelo hina nacional brasileiro, entoado por 27 crianças.

Isso antes do desfile das delegações, lideradas por seus porta-bandeiras. O do Brasil foi o canoísta Isaquias Queiroz, ganhador de três medalhas no Rio 2016. Ao som de muita música brasileira, principalmente o samba, os atletas se divertiram e não economizaram a bateria de seus celulares no registro do momento único.

Após quase uma hora de desfile, a parte artística da cerimônia foi retomada, com a voz de Arnaldo Antunes interpretando o poema “Saudade”, e de Lenina, que cantou “Jack Soul Brasileira”, antes de a festividade dar as boas-vinda à Tóquio.

Em um vídeo que apresenta a capital japonesa, artistas representaram atletas praticando as diversas modalidades esportivas. No entanto, o ponto alto da apresentação foi a aparição do primeiro-ministro Shinzo Abe, vestido de “Super Mário”, em cima de um cano, parte integrante dos cenários do famoso jogo.

A tradicional premiação dos três melhores classificados da maratona masculina deu sequência à cerimônia de encerramento. O queniano Eliud Kipchoge recebeu a medalha de ouro do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, que em seguida ouviu o hino olímpico ao lado do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e do mandatário do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman.

Na parte mais protocolar da cerimônia, Nuzman fez um discurso acalorado sobre os Jogos na capital fluminense. “O Jogos do Rio ficarão para sempre na memória de homens, mulheres e crianças. O Rio fez história, mostrou sua beleza e capacidade de sediar o maior evento do mundo. O Rio de modernizou, se transformou, a cidade é outra. É uma cidade melhor, um lugar mágico. Foram sete anos de muita luta e trabalho, mas valeu a pena cada segundo, cada minuto, cada dia, cada ano. Graças a vocês. Fazer os Jogos no Rio foi uma grande desafio, realizado com sucesso”, declarou o dirigente brasileiro.

Já o presidente do COI ressaltou a diversidade e hospitalidade brasileiras, além de afirmar que as Olimpíadas deixarão um grande legado ao Rio de Janeiro: “Parabéns, Brasil. Nós te amamos, brasileiros. Obrigado pela hospitalidade calorosa. Ao longo desses últimos 16 dias um Brasil uniu o mundo em tempos difíceis em que vivemos. Vocês têm muitas razões para ter orgulho. Esses Jogos foram uma celebração da diversidade”, começou o alemão, campeão olímpico na esgrima em Montreal 1976.

“Os Jogos Olímpicos vão deixar um legado para o Rio”, disse o presidente do COI, antes de declarar encerrados os Jogos. “Depois de 16 dias gloriosos, eu agora tenho que fazer meu último ato no Rio de Janeiro. Eu declaro esses Jogos encerrados. De acordo com a tradição, eu chamo a juventude do mundo inteiro para se reunir daqui a quatro anos, no Japão, para celebrar a 32a edição dos Jogos. Tchau, Rio”, concluiu, provocando a lamentação em uníssono da torcida presente no Maracanã.

Isto posto, a brasilidade voltou a ser destaque na cerimônia. Escolas de samba foram convidadas a entrar no gramado do Maracanã para tocar marchinhas de Carnaval, levando público e atletas ao delírio, fechando a festividade, que concluiu os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e deu as boas-vindas para Tóquio, sede do maior evento esportivo do mundo, em 2020.

Autor: Redação Ferreguion

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