Paralimpíadas

Cerimônia de abertura Paralímpica terá emoção, talento importado e convidado misterioso



Emocionar o público com histórias de superação e principalmente com a energia dos paratletas. Este é o foco principal da cerimônia de abertura dos Jogos Pararalímpicos Rio 2016, que acontece às 17h30 da próxima quarta-feira (7), no estádio do Maracanã. Para ajudar a atingir esse objetivo, os diretores da festa contam com um pouco de talento importado.

A americana Amy Purdy, medalhista de bronze no snowboard nos Jogos Paralímpicos de Inverno Sochi 2014, fará uma performance muito aguardada de cerca de 45 minutos e que tem exigido bastante treino - no total, entre idas e vindas, já passou 45 dias no Rio de Janeiro. “É uma dança contemporânea, com misturas brasileiras”, explicou ela, que vem treinando muito o samba. “É um momento em que revelamos o meu incrível parceiro, que ainda é segredo (sabe-se que é um artista de renome e que não é brasileiro). “Ter a oportunidade de fazer isso para o mundo inteiro é uma responsabilidade enorme, com milhões de pessoas assistindo. Para isso, treinei forte”, completou ela.

Fred Gelli é um dos vértices do triângulo de diretores do espetáculo, ao lado do jornalista Marcelo Rubens Paiva e do artista plástico Vik Muniz. assim como amy, os dois primeiros participaram nesta sexta-feira (2) de uma coletiva de imprensa no auditório do Maracanã, e Gelli falou mais sobre o show. "Quando vemos uma pessoa virar atleta depois de um acidente, parece ser o melhor exemplo de superação", resume ele, dando ideia do foco que tiveram na elaboração do espetáculo.

Sob o tema “Todos têm Coração”, a cerimônia contará com um enorme elenco de dois mil voluntários e 500 profissionais (entre coreógrafos, artistas etc.), distribuídos em dois palcos no gramado do Maracanã, onde ainda desfilarão milhares de paratletas de 176 países. A apresentação ficará por conta de Fernanda Lima e do próprio Marcelo Rubens Paiva, além de Tom, o mascote Paralímpico.

“A cerimônia é o maior símbolo da tolerância e do respeito ao outro”, destacou Paiva, autor do célebre livro “Feliz Ano Velho”, em que relata as transformações em sua vida a partir do momento em que se torna paraplégico após um mergulho mal executado numa cachoeira, quando tinha 20 anos.

“Outro ponto que deixa a gente mais livre para criar nesta cerimônia é que a abertura Olímpica tem a obrigação de contar a história do País, de estar ligada aos elementos iconográficos, como Santos Dumont, Carmen Miranda... Nós, não. Estamos ligados à humanidade, à condição humana, ao sentido, à dificuldade, à solidariedade, ao amor, ao coração. Então, é muito mais gostoso de criar”, definiu Paiva.

O ponto alto da festa, na opinião de Paiva, é o momento da entrada da bandeira do Brasil no palco do Maracanã, junto com a delegação. “Algo para se preparar os lencinhos (e chorar). Tem tudo muito a ver, as coisas fazem sentido”, diz ele.

Autor: Redação Ferreguion

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