Paralimpíadas

Você sabe o que faz um comentarista esportivo descritivo? Pois ele é essencial nos Jogos Paralímpicos



Algumas informações dentro de um evento esportivo são tão óbvias que, naturalmente, narradores e comentaristas simplesmente as ignoram - sem achar que existe a necessidade, por exemplo, de trazer uma informação mais descritiva àqueles que possuem algum tipo de deficiência visual. “O comentarista não pode partir do pressuposto de que eu não 'vou falar isso porque está todo mundo vendo`. Não é assim”, explica Marcos Lima, especialista de integração Paralímpica do Comitê Rio 2016.

Lima é um dos líderes de um treinamento muito importante promovido pelo Rio 2016 em parceria com a Urece Esporte e Cultura para Cegos, tendo em vista o inícios dos Jogos Paralímpicos no próximo dia 7. Em inglês e português, os comentaristas esportivos descritivos estão na reta final de preparação deste trabalho que prevê uma narração mais rica em detalhes, como cores e aspectos de cada arena, só para citar alguns exemplos, tendo em vista os torcedores e mesmo atletas com deficiência visual.

Funciona assim: em cada arena dos Jogos Paralímpicos, uma freqüência de rádio estará liberada (veja lista abaixo) para complementar o trabalho de apresentação do esporte, com locutores e apresentadores oficiais. São comentários específicos em que o Comitê Rio 2016 deixa os deficientes visuais mais próximos do calor da competição.

“Eu tive uma descoberta recentemente quando toquei uma maquete de ciclismo do Velódromo”, explicou Lima, deficiente visual desde os primeiros anos de vida. “Eu descobri que a pista na verdade é inclinada, eu nunca soube disso”, afirmou também, traduzindo de forma simples a importância do comentarista esportivo descritivo. “Quando eu percebi isso, o esporte mudou totalmente para mim”.





Autor: Redação Ferreguion

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